Cuidados Humanos Básicos-Alimentação e Mobilidade
Alimentação e Mobilidade do Idoso

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O grupo de pessoas com mais de 50 anos podem ser divididas em 3 grandes grupos: acima da meia idade (de 50 a 65); os jovens idosos (65 a 74) e os idosos (acima de 75). Esta secção refere-se às necessidades nutricionais dos jovens idosos e dos idosos. O grupo considerado como "acima da idade média" insere-se na secção Alimentação Saudável na idade Adulta. Os jovens idosos podem ainda ter cerca de 20 anos activos à sua frente, por isso manter-se em forma e saudável é o objectivo principal na alimentação. Os idosos são mais susceptíveis de desenvolverem doenças crónicas, o que significará um maior apoio. Este grupo é o que apresenta uma maior taxa de crescimento na sociedade e tem necessidades nutricionais muito específicas. Contudo, os conselhos nutricionais devem ser baseados nas características individuais do idoso, e não na sua idade cronológica.
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Há relativamente poucos anos que a imagem do idoso se mudou significativamente. Estes encontram-se mais presentes no olhar público e participam de forma mais activa na sociedade, do desenvolvimentos científicos e tecnológicos, tudo com uma prestação, e uma vontade de viver a vida ao máximo, renunciando à deterioração consequente do avançar dos anos. No fundo, com o crescente envolvimento e esforço de cada vez mais idosos, muitos podem agora gozar de uma saúde optimizada, e melhor qualidade de vida na velhice, em especial na fase apelidada de velhice jovem (65-74 anos)Saudável é entendido como o bem-estar na área física, psicológica e social da pessoa. Ser saudável trata-se de um conceito subjectivo em relação às diferentes experiências pessoas e contexto cultural em que se desenvolve o indivíduo, mas apesar do carácter subjectivo e individual deste termo, pode-se afirmar que é um desejo confirmado de todos os séniores de se manterem autónomos e independentes, tal como poder efectuar todas as actividades que constituem a vivência plena do quotidiano, com o mínimo de dor e o máximo de satisfação e bem-estar.São variados os aspectos que contribuem para a construção de uma melhor perspectiva relativamente ao envelhecimento, entre os quais são de sublinhar os benefícios decorrentes da prática de exercício físico.A sua prática regular tem efeitos na saúde: reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão. A nível locomotor previne a osteoporose e melhora a elasticidade e mobilidade articular, o tonos muscular, a agilidade e equilíbrio, diminuindo o risco de quedas e os efeitos negativos decorrentes das mesmas. Também melhora o humor, diminuindo assim a ansiedade, o stress e depressão. Desta forma favorece o relaxamento e permite um padrão de sono mais higiénico. Outro aspecto importante é que permite reduzir as doses de medicação e em alguns casos até mesmo eliminá-la. Por fim, aumenta e providencia mais possibilidade de relacionamento e participação social.Para muitos autores, manter um padrão de exercício físico pode ser a forma de dinamismo básico que permite que muitos seniores se mantenham autónomos e a desenvolverem satisfatoriamente o seu papel social conseguindo responder às exigências que o meio envolvente lhes pede.Para que os benefícios do exercício físico contribuam a curto e longo prazo para um envelhecimento saudável, a pessoa idosa deve praticar de forma regular e sistemática. A Organização Mundial de Saúde recomenda que, para um envelhecimento activo se:- Mantenham normalmente as actividades do dia-a-dia (cuidar de si próprio, tratar do lar, deslocações)- Dar um passeio diário de 30 a 60 minutos dependendo do nível de forma física.- Realizar exercício físico programado (seguindo algum tipo de programa de exercício), individualmente ou em grupo, 3 ou 4 dias por semana.É sabido por todos que o exercício físico em grupo cria mais adesão ao exercício, de modo que é mais fácil modificar comportamentos e consolidar hábitos saudáveis. Neste sentido, a intervenção por parte das instituições responsáveis concretiza-se na promoção de programas de Actividades Físicas para a população maior.Estes programas devem ser orientados para a melhoria e/ou manutenção da saúde, estimulando condutas positivas quer ao se fomentar a redução de hábitos prejudiciais como o sedentarismo, quer ao incentivar o desfruto do seu próprio corpo, do tempo livre, e das relações com os outros. Tudo conseguido através de um planeamento educacional e preventivo que permitem que o bem-estar e qualidade de vida se tornem um património de toda a comunidade, seja qual for o nível de saúde e forma física, se se vive só em casa, com a família ou num lar.Para que a promoção de exercício físico englobe a população idosa, é imprescindível a criação um trabalho interdisciplinar (no âmbito físico desportivo, higiénico e de apoio social), com a intervenção de diferentes especialistas, que estimule as mudanças de comportamento que contribuem assim a reduzir a morbidade (taxa de doença para um determinado grupo de pessoas, neste caso as doenças que afectam a faixa etária mais elevada) consequente do envelhecimento, que incapacitam física e/ou cognitivamente e que levam à dependência de muitas pessoas idosas nos últimos anos de vida.É necessário assim a potencialização de programas diversificados, objectivos e técnicas de intervenção de acordo com as diferentes características das pessoas idosas, para a qual a prática física se pretende (desportistas, activos não desportistas, frágeis e dependentes).Paralelamente é necessário que os responsáveis pela criação e implementação destes programas tenha a capacitação necessária, formação especializada e possuir a certificação necessária para o exercício da profissão.Também é necessária a progressão de investigação sobre as novas formas de intervenção e o desenho de metodologias específicas para idosos já que nem sempre as intervenções e metodologias desenhadas para a população adulta estão adequadas às necessidades e exigências da população maior. Tal como hoje em dia se dispõe de dados que avaliam a idoneidade do exercício físico, o mesmo não sucede no que diz respeito à sua aplicação prática, já que seria essencial um esforço quer público, quer privado, para que o exercício se tornasse numa ferramenta eficaz na garantia de um envelhecimento saudável e activo. |
Qualidade de vida

A prática de exercícios físicos por idosos é importante para o controle hormonal, manutenção do peso e melhora na qualidade de vida. Os entrevistados possuem em média de 3 a 4 doenças, sendo que a mais comum é a pressão alta.
Em relação à prática de atividades físicas, muitos afirmam que fazem exercícios para controlar os problemas de saúde e não com a finalidade estética. Segundo o pesquisador, programas voltados aos idosos como o PIC são importantes não apenas para incentivar a prática de exercícios físicos por idosos, mas também para promover a socialização, o convívio social e ajudar a aumentar a qualidade de vida e o grau de conhecimento em relação a atividades físicas pelos participantes. “Programas que incentivam a prática de exercícios físicos devem ser mantidos, pois são importantes para estimular o combate ao sedentarismo, principalmente entre os idosos.

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Se você me encontrar na rua,
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Se você, na sua sensibilidade,
me ver triste e só, simplesmente partilhe comigo um sorriso e seja solidário.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num
só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.
Se me comporto como criança, cerque-me de carinho.
Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.
Se estou com medo da morte e tento negá-la,
por favor, ajude-me na preparação para o adeus
Autor desconhecido
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